Trilha 01 · do princípio variacional à onda

Teoria mundo

Reconstrua a ação de Proca, mantenha o termo de fronteira à vista e acompanhe como campo, Bianchi, divergência e curvatura de Ricci fecham a equação de onda.

passo01

O fator \(1/2\) é pequeno na tipografia e decisivo na variação.

Fixe a ação e a normalização

entrada 1aprovada
\[S=\int_{\Omega}\mathcal{L}\sqrt{-g}\,d^4x\]

A ação é a integral da densidade Lagrangiana multiplicada pelo elemento de volume invariante raiz de menos g.

entrada 2aprovada
\[f_{\mu\nu}=2\nabla_{[\mu}A_{\nu]}=\nabla_\mu A_\nu-\nabla_\nu A_\mu\]

O bivetor de Proca é a parte antissimétrica da derivada covariante do potencial.

operação aplicadaSubstitua na ação o termo cinético do bivetor e o único termo quadrático local de massa para o potencial.
Cálculo linha por linha5 movimentos explicados
Objetivo deste cálculo

Montar a ação de Proca com uma normalização que produza exatamente o termo de massa da equação de campo.

Antes de começar

  • A métrica tem assinatura \((+---)\), a conexão é de Levi-Civita e a métrica não é variada neste problema.
  • O campo fundamental é o potencial real \(A_\mu\); seu bivetor é \(f_{\mu \nu}=2 \nabla_[\mu A_\nu]\).
  • A forma com \(1/2\) no termo de massa segue a dissertação; a omissão tipográfica desse fator no artigo v7 é tratada como nota editorial.
  1. Linha 1

    Fixe o elemento de volume invariante

    \[dV_g=\sqrt{-g}\,d^4x,\qquad S=\int_\Omega \mathcal L\,dV_g\]
    O que fizemos

    Escrevemos a ação em uma forma que não depende da escolha de coordenadas.

    Por que é válido

    A densidade raiz de menos g compensa o Jacobiano da mudança de coordenadas e torna a integral escalar.

  2. Linha 2

    Construa o bivetor a partir do potencial

    \[f_{\mu\nu}=2\nabla_{[\mu}A_{\nu]}=\nabla_\mu A_\nu-\nabla_\nu A_\mu\]
    O que fizemos

    Antissimetrizamos uma derivada de A e explicitamos o peso unitário da notação entre colchetes.

    Por que é válido

    Para uma conexão sem torção, os símbolos de Christoffel simétricos se cancelam nessa diferença.

  3. Linha 3

    Forme o escalar cinético

    \[\mathcal L_{\rm cin}=-\frac14 f_{\mu\nu}f^{\mu\nu}\]
    O que fizemos

    Contraímos os dois índices de f com a métrica e incluímos o fator convencional menos um quarto.

    Por que é válido

    A contração elimina todos os índices livres e fornece o escalar local quadrático em primeira derivada usado nas fontes.

  4. Linha 4

    Normalize o termo de massa

    \[\mathcal L_{\rm massa}=\frac12m^2A_\mu A^\mu,\qquad \frac{\partial\mathcal L_{\rm massa}}{\partial A_\nu}=m^2A^\nu\]
    O que fizemos

    Derivamos o termo quadrático em relação ao potencial para testar sua normalização.

    Por que é válido

    Como a métrica é fixa, variar A \(\mu\) A \(\mu\) produz duas cópias iguais; o fator um meio deixa apenas \(m\) ao quadrado A \(\nu\).

  5. Linha 5

    Reuna a densidade de Proca

    \[\boxed{\mathcal L=-\frac14 f_{\mu\nu}f^{\mu\nu}+\frac12m^2A_\mu A^\mu},\qquad S=\int_\Omega\mathcal L\sqrt{-g}\,d^4x\]
    O que fizemos

    Somamos os dois escalares locais e os inserimos na ação.

    Por que é válido

    Esta é a forma da dissertação e é a única das duas leituras editoriais que reproduz a variação adotada nas etapas seguintes.

saídaaprovada
\[\mathcal{L}=-\frac14 f_{\mu\nu}f^{\mu\nu}+\frac12m^2A_\mu A^\mu\]

A densidade Lagrangiana de Proca contém o termo cinético menos um quarto de f ao quadrado e o termo de massa mais um meio de \(m\) ao quadrado vezes A ao quadrado.

Regra ou lema

  • Contração de índices com a métrica \(gμν\).
  • Antissimetrização com peso unitário: \(2∇[μAν] = ∇μAν − ∇νAμ\).
  • A derivada de \(\frac12m^{2}AνA^ν\) em relação a \(Aν\) produz \(m^{2}A^ν\).

Hipóteses

  • Espaço-tempo quadridimensional, orientável e sem torção.
  • Convenção métrica \((+---)\), massa real e \(m>0\) para a teoria de Proca.
  • Conexão de Levi-Civita, \(∇λgμν=0\).
Checkpoint: consigo justificar este passo?

Se o \(1/2\) fosse removido sem alterar mais nada, a variação do termo de massa produziria \(2m^{2}Aν\); por isso a forma normalizada é a única compatível com a equação de campo adotada.

Fontes deste passo
passo02

A integração por partes transfere uma derivada de \(δAν\) para \(fμν\).

Varie e isole a fronteira

entrada 1aprovada
\[S=\int_{\Omega}\mathcal{L}\sqrt{-g}\,d^4x\]

A ação é a integral da densidade Lagrangiana multiplicada pelo elemento de volume invariante raiz de menos g.

entrada 2aprovada
\[\mathcal{L}=-\frac14 f_{\mu\nu}f^{\mu\nu}+\frac12m^2A_\mu A^\mu\]

A densidade Lagrangiana de Proca contém o termo cinético menos um quarto de f ao quadrado e o termo de massa mais um meio de \(m\) ao quadrado vezes A ao quadrado.

operação aplicadaAplique \(δ\), use \(δfμν=2∇[μδAν]\) e integre o termo cinético por partes. Mantenha a integral de fronteira visível antes de anulá-la.
Cálculo linha por linha6 movimentos explicados
Objetivo deste cálculo

Variar o potencial, transferir a derivada de \(\delta\) A para f e separar sem esconder o termo de fronteira.

Antes de começar

  • A métrica e o domínio \(\Omega\) são fundos fixos, portanto \(\delta\) de raiz de menos g é zero.
  • A variação \(\delta A_\nu\) é arbitrária no interior e se anula na fronteira parcial de \(\Omega\).
  • Usamos a Lagrangiana normalizada do passo anterior.
  1. Linha 1

    Varie os dois blocos da Lagrangiana

    \[\delta S=\int_\Omega\left(-\frac12 f^{\mu\nu}\delta f_{\mu\nu}+m^2A^\nu\delta A_\nu\right)\sqrt{-g}\,d^4x\]
    O que fizemos

    Aplicamos \(\delta\) aos produtos quadráticos e reunimos pares iguais.

    Por que é válido

    A métrica fixa permite levantar índices antes ou depois da variação, e cada produto quadrático fornece um fator dois.

  2. Linha 2

    Expresse \(\delta\) f por \(\delta\) A

    \[\delta f_{\mu\nu}=\nabla_\mu\delta A_\nu-\nabla_\nu\delta A_\mu\]
    O que fizemos

    Comutamos a variação com a derivada e variamos a definição de f.

    Por que é válido

    A conexão é mantida fixa na variação do campo, e \(\delta\) atua linearmente sobre A.

  3. Linha 3

    Use a antissimetria de f

    \[-\frac12f^{\mu\nu}\delta f_{\mu\nu}=-f^{\mu\nu}\nabla_\mu\delta A_\nu\]
    O que fizemos

    Trocamos os índices \(μ\) e \(ν\) na segunda parcela e somamos as duas cópias.

    Por que é válido

    Índices contraídos são mudos e f elevado \(\nu \mu\) é igual a menos f elevado \(\mu \nu\).

  4. Linha 4

    Abra uma divergência total

    \[-f^{\mu\nu}\nabla_\mu\delta A_\nu=(\nabla_\mu f^{\mu\nu})\delta A_\nu-\nabla_\mu\!\left(f^{\mu\nu}\delta A_\nu\right)\]
    O que fizemos

    Aplicamos a regra de Leibniz ao produto f elevado \(\mu \nu \delta\) A \(\nu\) e isolamos a parcela desejada.

    Por que é válido

    A identidade é uma reorganização exata da derivada covariante do produto.

  5. Linha 5

    Separe volume e fronteira

    \[\delta S=\int_\Omega\!\left(\nabla_\mu f^{\mu\nu}+m^2A^\nu\right)\delta A_\nu\sqrt{-g}\,d^4x-\int_{\partial\Omega}\!f^{\mu\nu}\delta A_\nu\,d\Sigma_\mu\]
    O que fizemos

    Aplicamos o teorema da divergência covariante a divergência total.

    Por que é válido

    O teorema converte exatamente a integral de \(\nabla \mu\) de um vetor na integral de seu fluxo pela fronteira.

  6. Linha 6

    Aplique a condição variacional de fronteira

    \[\left.\delta A_\nu\right|_{\partial\Omega}=0\quad\Longrightarrow\quad\boxed{\delta S=\int_\Omega\!\left(\nabla_\mu f^{\mu\nu}+m^2A^\nu\right)\delta A_\nu\sqrt{-g}\,d^4x}\]
    O que fizemos

    Zeramos o fluxo de fronteira somente depois de o exibir.

    Por que é válido

    A condição \(\delta\) A igual a zero na fronteira faz cada parcela do integrando de superficie desaparecer, sem restringir \(\delta\) A no interior.

saídaaprovada
\[\delta S=\int_\Omega\!\left(\nabla_\mu f^{\mu\nu}+m^2A^\nu\right)\delta A_\nu\sqrt{-g}\,d^4x\]

Depois da integração por partes e da remoção da fronteira, a variação é a integral da equação de Euler–Lagrange multiplicada por \(\delta\) A.

Regra ou lema

  • Linearidade de \(δ\) e regra de Leibniz.
  • \(δ\) comuta com derivadas parciais e integrações.
  • Teorema da divergência covariante.

Hipóteses

  • A métrica é fundo fixo nesta variação: \(δ√−g=0\).
  • \(δAν\) é arbitrária no interior e se anula em \(∂Ω\).
Termos cancelados

\(\int_{\partial\Omega}f^{\mu\nu}\sqrt{-g}\,\delta A_\nu\,d^3x_\mu\)\(δAν=0\) na fronteira do domínio variacional.

Checkpoint: consigo justificar este passo?

A hipótese de fronteira não elimina informação dinâmica no interior; ela torna bem posto o problema variacional usado para obter a equação local.

passo03

O coeficiente de cada variação independente deve se anular.

Use a arbitrariedade de \(δAν\)

entradaaprovada
\[\delta S=\int_\Omega\!\left(\nabla_\mu f^{\mu\nu}+m^2A^\nu\right)\delta A_\nu\sqrt{-g}\,d^4x\]

Depois da integração por partes e da remoção da fronteira, a variação é a integral da equação de Euler–Lagrange multiplicada por \(\delta\) A.

operação aplicadaAplique o lema fundamental do cálculo das variações ao integrando de volume.
Cálculo linha por linha5 movimentos explicados
Objetivo deste cálculo

Passar da variação integrada para a equação local usando a arbitrariedade independente de cada componente de \(\delta\) A.

Antes de começar

  • A contribuição de fronteira já foi anulada pelas condições variacionais.
  • Raiz de menos g é não nula no domínio coordenado regular.
  • \(\Delta A_\nu\) pode ser escolhida com suporte compacto em qualquer vizinhança do interior.
  1. Linha 1

    Nomeie o coeficiente da variação

    \[E^\nu\equiv\nabla_\mu f^{\mu\nu}+m^2A^\nu\]
    O que fizemos

    Agrupamos tudo que multiplica \(\delta\) A \(\nu\) em um único objeto vetorial.

    Por que é válido

    A definição apenas abrevia o integrando obtido no passo anterior.

  2. Linha 2

    Escreva a condição estacionária

    \[\delta S=\int_\Omega E^\nu\delta A_\nu\sqrt{-g}\,d^4x=0\]
    O que fizemos

    Impusemos \(\delta\) S igual a zero para uma configuração clássica.

    Por que é válido

    Esse é o princípio variacional que define as equações de Euler–Lagrange do campo.

  3. Linha 3

    Localize uma componente por vez

    \[\delta A_\nu(x)=\delta_\nu{}^\rho\,\eta(x),\qquad \operatorname{supp}\eta\subset\Omega\]
    O que fizemos

    Usamos uma função teste \(η\) de suporte compacto para explorar a arbitrariedade local de \(\delta\) A.

    Por que é válido

    As quatro componentes do potencial podem ser variadas independentemente no interior, mantendo a condição de fronteira.

  4. Linha 4

    Aplique o lema fundamental

    \[\int_\Omega E^\rho\eta\sqrt{-g}\,d^4x=0\ \ \text{para toda }\eta\quad\Longrightarrow\quad E^\rho(x)=0\]
    O que fizemos

    Aplicamos o lema fundamental do cálculo das variações a componente escolhida.

    Por que é válido

    Se E \(\rho\) fosse não nulo em alguma vizinhança, seria possível escolher \(η\) com o mesmo sinal e obter uma integral não nula.

  5. Linha 5

    Restaure o índice livre

    \[\boxed{\nabla_\mu f^{\mu\nu}+m^2A^\nu=0}\]
    O que fizemos

    Substituímos a definição de E e deixamos \(\nu\) novamente como índice livre.

    Por que é válido

    O argumento vale para cada uma das quatro componentes, portanto produz a equação vetorial completa.

saídaaprovada
\[\nabla_\mu f^{\mu\nu}+m^2A^\nu=0\]

A divergência covariante do bivetor somada ao termo de massa do potencial é nula.

Regra ou lema

  • Se \(∫Ω EνδAν=0\) para toda \(δAν\) admissível, então \(Eν=0\) ponto a ponto.

Hipóteses

  • \(δAν\) é arbitrária no interior de \(Ω\).
Checkpoint: consigo justificar este passo?

A equação é de primeira ordem em \(fμν\) e, pela definição de \(fμν\), de segunda ordem em \(Aμ\).

passo04

Ser derivado de um potencial impõe uma identidade diferencial a \(fμν\).

Complete a teoria mundo com Bianchi

entradaaprovada
\[f_{\mu\nu}=2\nabla_{[\mu}A_{\nu]}=\nabla_\mu A_\nu-\nabla_\nu A_\mu\]

O bivetor de Proca é a parte antissimétrica da derivada covariante do potencial.

operação aplicadaAntissimetrize uma segunda derivada covariante sobre três índices; a ausência de torção e as simetrias de curvatura anulam a soma cíclica.
Cálculo linha por linha5 movimentos explicados
Objetivo deste cálculo

Mostrar que f construído de um potencial satisfaz uma identidade cíclica e traduzir essa identidade para a divergência do dual.

Antes de começar

  • A conexão não tem torção.
  • O bivetor é a 2-forma exata \(f=dA\).
  • A orientação do espaço-tempo fixa a densidade alternante usada no dual.
  1. Linha 1

    Parta da forma exata

    \[f_{\mu\nu}=\nabla_\mu A_\nu-\nabla_\nu A_\mu\]
    O que fizemos

    Retomamos a definição antissimétrica do bivetor.

    Por que é válido

    Sem torção, ela coincide com a derivada exterior ordinária de uma 1-forma.

  2. Linha 2

    Forme a soma cíclica

    \[3\nabla_{[\gamma}f_{\mu\nu]}=\nabla_\gamma f_{\mu\nu}+\nabla_\mu f_{\nu\gamma}+\nabla_\nu f_{\gamma\mu}\]
    O que fizemos

    Expandimos os colchetes sobre os três índices.

    Por que é válido

    A antissimetria prévia de f reduz as seis permutações da definição geral a duas cópias da soma cíclica, conforme a convenção de peso adotada.

  3. Linha 3

    Insira f igual a dA

    \[3\nabla_{[\gamma}f_{\mu\nu]}=\nabla_\gamma\nabla_\mu A_\nu-\nabla_\gamma\nabla_\nu A_\mu+\nabla_\mu\nabla_\nu A_\gamma-\nabla_\mu\nabla_\gamma A_\nu+\nabla_\nu\nabla_\gamma A_\mu-\nabla_\nu\nabla_\mu A_\gamma\]
    O que fizemos

    Substituímos a definição de f em cada uma das três parcelas.

    Por que é válido

    A substituição é direta e mantém todos os índices antes dos cancelamentos.

  4. Linha 4

    Use d ao quadrado igual a zero

    \[\nabla_{[\gamma}f_{\mu\nu]}=2\nabla_{[\gamma}\nabla_\mu A_{\nu]}=\frac13\!\left([\nabla_\gamma,\nabla_\mu]A_\nu+[\nabla_\mu,\nabla_\nu]A_\gamma+[\nabla_\nu,\nabla_\gamma]A_\mu\right)=0\]
    O que fizemos

    Agrupamos as seis parcelas em três comutadores e usamos a primeira identidade de Bianchi do tensor de Riemann.

    Por que é válido

    Para uma conexão sem torção, a identidade d composto com d igual a zero é independente da curvatura do fundo.

  5. Linha 5

    Dualize a identidade

    \[\boxed{\nabla_{[\gamma}f_{\mu\nu]}=0\quad\Longleftrightarrow\quad\nabla_\mu {{}^*f}^{\mu\nu}=0}\]
    O que fizemos

    Contraímos a identidade de três índices com a densidade alternante.

    Por que é válido

    A conexão de Levi-Civita preserva \(\epsilon\), e a contração é invertível depois de fixada a orientação.

saídaaprovada
\[\nabla_{[\gamma}f_{\mu\nu]}=0\quad\Longleftrightarrow\quad\nabla_\mu {{}^*f}^{\mu\nu}=0\]

A identidade de Bianchi do bivetor equivale à divergência nula do seu dual.

Regra ou lema

  • Identidade de Bianchi para um 2-forma exata.
  • Dualização com a densidade alternante.

Hipóteses

  • Conexão sem torção e orientação fixada.
Termos cancelados

\(\nabla_\gamma\nabla_\mu A_\nu+\text{permutações cíclicas}\)Os termos de derivadas e de curvatura se cancelam na antissimetrização total.

Checkpoint: consigo justificar este passo?

A equação de campo é dinâmica; Bianchi é uma identidade cinemática decorrente de \(f=dA\). As duas formam as duas metades da teoria.

passo05

A divergência da equação de campo vira uma restrição quando \(m\) é não nulo.

Extraia a transversalidade covariante

entradaaprovada
\[\nabla_\mu f^{\mu\nu}+m^2A^\nu=0\]

A divergência covariante do bivetor somada ao termo de massa do potencial é nula.

operação aplicadaAplique \(∇ν\). Reescreva \(∇ν∇μf^{μν}\) como metade do comutador e contraia o Ricci simétrico com f antissimétrico.
Cálculo linha por linha6 movimentos explicados
Objetivo deste cálculo

Tomar a divergência da equação de campo e provar que, para massa não nula, o potencial é transversal de modo covariante.

Antes de começar

  • A massa \(m\) é constante e \(m>0\).
  • O tensor de Ricci é simétrico para a conexão de Levi-Civita.
  • F \(\mu \nu\) é antissimétrico.
  • A convenção de curvatura satisfaz \([\nabla_\lambda,\nabla_\mu]A^\lambda=-R_\mu{}^\rho A_\rho\).
  1. Linha 1

    Aplique uma divergência adicional

    \[\nabla_\nu\!\left(\nabla_\mu f^{\mu\nu}+m^2A^\nu\right)=0\]
    O que fizemos

    Derivamos covariantemente os dois lados da equação de campo.

    Por que é válido

    Uma identidade tensorial pode ser diferenciada covariantemente sem mudar seu conteúdo.

  2. Linha 2

    Retire a massa constante da derivada

    \[\nabla_\nu\nabla_\mu f^{\mu\nu}+m^2\nabla_\nu A^\nu=0\]
    O que fizemos

    Usamos \(\nabla \nu\) de \(m\) ao quadrado igual a zero.

    Por que é válido

    \(M\) é um parâmetro constante da teoria, não um campo dependente da posição.

  3. Linha 3

    Troque a soma por um comutador

    \[\nabla_\nu\nabla_\mu f^{\mu\nu}=\frac12\left(\nabla_\nu\nabla_\mu-\nabla_\mu\nabla_\nu\right)f^{\mu\nu}=\frac12[\nabla_\nu,\nabla_\mu]f^{\mu\nu}\]
    O que fizemos

    Trocamos os índices mudos \(\mu\) e \(\nu\) em uma cópia da expressão e usamos f \(\nu \mu\) igual a menos f \(\mu \nu\).

    Por que é válido

    A manipulação usa somente a antissimetria e a liberdade de renomear índices contraídos.

  4. Linha 4

    Converta o comutador em Ricci

    \[\frac12[\nabla_\nu,\nabla_\mu]f^{\mu\nu}=-\frac12\!\left(R^\mu{}_{\rho\nu\mu}f^{\rho\nu}+R^\nu{}_{\rho\nu\mu}f^{\mu\rho}\right)=\frac12\!\left(R_{\rho\nu}f^{\rho\nu}-R_{\rho\mu}f^{\mu\rho}\right)=R_{\mu\nu}f^{\mu\nu}\]
    O que fizemos

    Escrevemos as duas ações de Riemann, contraímos cada uma para Ricci e usamos f elevado \(\mu \rho\) igual a menos f elevado \(\rho \mu\).

    Por que é válido

    Os sinais seguem a convenção em que o comutador contraído sobre um vetor produz menos \(R_\mu{}^\rho A_\rho\); nenhuma proporcionalidade ou sinal fica implícito.

  5. Linha 5

    Anule a contração simétrica-antissimétrica

    \[R_{\mu\nu}f^{\mu\nu}=R_{\nu\mu}f^{\nu\mu}=-R_{\mu\nu}f^{\mu\nu}\quad\Longrightarrow\quad R_{\mu\nu}f^{\mu\nu}=0\]
    O que fizemos

    Trocamos os índices \(μ\) e \(ν\) e aplicamos as duas simetrias opostas.

    Por que é válido

    Sobre números reais ou complexos de característica zero, uma quantidade igual a menos ela mesma é nula.

  6. Linha 6

    Use a massa não nula

    \[m^2\nabla_\mu A^\mu=0\quad\overset{m>0}{\Longrightarrow}\quad\boxed{\nabla_\mu A^\mu=0}\]
    O que fizemos

    Eliminamos a primeira parcela e dividimos a igualdade por \(m\) ao quadrado.

    Por que é válido

    A divisão é válida exatamente na teoria massiva; \(m\) ao quadrado não é zero.

saídaaprovada
\[m^2\nabla_\mu A^\mu=0\quad\overset{m>0}{\Longrightarrow}\quad\nabla_\mu A^\mu=0\]

Para massa estritamente positiva, a divergência covariante do potencial de Proca é nula.

Regra ou lema

  • \(\nabla_\nu\nabla_\mu f^{\mu\nu}=\tfrac12[\nabla_\nu,\nabla_\mu]f^{\mu\nu}\)
  • A contração de um tensor simétrico com um antissimétrico é zero.

Hipóteses

  • \(m\) é constante e estritamente positivo.
Termos cancelados

\(R_{\mu\nu}f^{\mu\nu}\)\(Rμν\) é simétrico e \(fμν\) é antissimétrico.

Checkpoint: consigo justificar este passo?

Não se pode dividir por \(m^{2}\) no cartão formal \(m=0\); ali surge a liberdade de calibre de Maxwell, não a mesma restrição de Proca.

passo06

A não comutatividade de \(∇\) transforma-se em curvatura de Ricci.

Faça as derivadas trocarem de ordem

entrada 1aprovada
\[\nabla_\mu f^{\mu\nu}+m^2A^\nu=0\]

A divergência covariante do bivetor somada ao termo de massa do potencial é nula.

entrada 2aprovada
\[f_{\mu\nu}=2\nabla_{[\mu}A_{\nu]}=\nabla_\mu A_\nu-\nabla_\nu A_\mu\]

O bivetor de Proca é a parte antissimétrica da derivada covariante do potencial.

operação aplicadaSubstitua \(fμν=∇μAν−∇νAμ\), expanda a divergência e use o comutador covariante sobre \(Aμ\).
Cálculo linha por linha5 movimentos explicados
Objetivo deste cálculo

Expandir a divergência de f e identificar exatamente o termo de Ricci produzido pela troca de ordem das derivadas covariantes.

Antes de começar

  • Usamos a equação de campo com o índice livre abaixado.
  • \(\Box\) significa \(\nabla\) elevado \(\lambda \nabla \lambda\).
  • Os sinais do comutador seguem as convenções de Riemann e Ricci já fixadas no site.
  1. Linha 1

    Abaixe o índice livre

    \[\nabla^\lambda f_{\lambda\mu}+m^2A_\mu=0\]
    O que fizemos

    Contraímos a versao contravariante com a métrica.

    Por que é válido

    A compatibilidade métrica, \(\nabla\) g igual a zero, permite mover o índice através da derivada.

  2. Linha 2

    Insira a definição do bivetor

    \[\nabla^\lambda\!\left(\nabla_\lambda A_\mu-\nabla_\mu A_\lambda\right)+m^2A_\mu=0\]
    O que fizemos

    Substituímos f \(\lambda \mu\) por sua expressão antissimétrica.

    Por que é válido

    É a mesma definição usada para construir a ação e não introduz aproximação.

  3. Linha 3

    Identifique o d'Alembertiano

    \[\Box A_\mu-\nabla^\lambda\nabla_\mu A_\lambda+m^2A_\mu=0\]
    O que fizemos

    Distribuímos \(\nabla\) elevado \(\lambda\) e usamos a definição de \(\Box\).

    Por que é válido

    A linearidade da conexão permite expandir a diferença termo a termo.

  4. Linha 4

    Comute as derivadas do segundo termo

    \[\nabla^\lambda\nabla_\mu A_\lambda=\nabla_\mu\!\left(\nabla_\lambda A^\lambda\right)-R_\mu{}^\lambda A_\lambda\]
    O que fizemos

    Aplicamos o comutador covariante ao índice de A e contraímos o índice de curvatura.

    Por que é válido

    Essa é a definição operacional de Ricci na convenção adotada pelas equações fonte.

  5. Linha 5

    Substitua a ordem comutada

    \[\boxed{(\Box+m^2)A_\mu+R_\mu{}^\lambda A_\lambda-\nabla_\mu(\nabla_\lambda A^\lambda)=0}\]
    O que fizemos

    Inserimos a identidade de comutação e agrupamos \(\Box\) com \(m\) ao quadrado.

    Por que é válido

    O sinal positivo de Ricci vem do sinal negativo que já multiplicava a derivada cuja ordem foi trocada.

saídaaprovada
\[(\Box+m^2)A_\mu+R_\mu{}^\lambda A_\lambda-\nabla_\mu(\nabla_\lambda A^\lambda)=0\]

A equação de onda antes de impor a divergência contém o d'Alembertiano, a massa, o acoplamento de Ricci e o gradiente da divergência.

Regra ou lema

  • \([\nabla_\lambda,\nabla_\mu]A^\lambda=-R_\mu{}^\rho A_\rho\)
  • \(\Box=\nabla^\lambda\nabla_\lambda\)

Hipóteses

  • Convenções de Riemann e Ricci fixadas pelo livro de convenções do site.
Checkpoint: consigo justificar este passo?

O termo de Ricci não foi acrescentado à mão: ele é exatamente o preço por permutar derivadas covariantes.

Fontes deste passo
passo07

A divergência nula fecha a equação de onda para o potencial.

Imponha a restrição de Proca

entrada 1aprovada
\[(\Box+m^2)A_\mu+R_\mu{}^\lambda A_\lambda-\nabla_\mu(\nabla_\lambda A^\lambda)=0\]

A equação de onda antes de impor a divergência contém o d'Alembertiano, a massa, o acoplamento de Ricci e o gradiente da divergência.

entrada 2aprovada
\[m^2\nabla_\mu A^\mu=0\quad\overset{m>0}{\Longrightarrow}\quad\nabla_\mu A^\mu=0\]

Para massa estritamente positiva, a divergência covariante do potencial de Proca é nula.

operação aplicadaSubstitua \(∇λA^λ=0\) na equação ainda não reduzida.
Cálculo linha por linha5 movimentos explicados
Objetivo deste cálculo

Usar a restrição que decorre da própria equação massiva para fechar a equação de onda do potencial.

Antes de começar

  • A equação expandida ainda contém o gradiente de \(\nabla_\mu A^\mu\).
  • A divergência nula foi demonstrada sem assumir espaço plano.
  • O passo é exclusivo de \(m>0\).
  1. Linha 1

    Comece antes de impor a restrição

    \[(\Box+m^2)A_\mu+R_\mu{}^\lambda A_\lambda-\nabla_\mu(\nabla_\lambda A^\lambda)=0\]
    O que fizemos

    Mantemos visivel a forma completa obtida pela comutação.

    Por que é válido

    Isso separa a identidade de comutação da restrição dinâmica aplicada a seguir.

  2. Linha 2

    Recupere a consequência da divergência

    \[m^2\nabla_\lambda A^\lambda=0\]
    O que fizemos

    Trouxemos para esta cadeia o resultado do passo de transversalidade.

    Por que é válido

    Ele é uma consequência da mesma equação de Proca e usa a antissimetria de f.

  3. Linha 3

    Divida somente no setor massivo

    \[m>0\quad\Longrightarrow\quad \nabla_\lambda A^\lambda=0\]
    O que fizemos

    Dividimos por \(m\) ao quadrado sob a hipótese declarada.

    Por que é válido

    Não há divisão por zero na teoria de Proca massiva.

  4. Linha 4

    Derive o escalar nulo

    \[\nabla_\mu(\nabla_\lambda A^\lambda)=\nabla_\mu 0=0\]
    O que fizemos

    Aplicamos \(\nabla \mu\) a igualdade da restrição.

    Por que é válido

    A derivada covariante de um escalar nulo é nula em qualquer coordenada.

  5. Linha 5

    Feche a equação de onda

    \[\boxed{(\Box+m^2)A_\mu+R_\mu{}^\lambda A_\lambda=0},\qquad \nabla_\mu A^\mu=0\]
    O que fizemos

    Eliminamos apenas o termo comprovadamente nulo e conservamos a restrição ao lado da equação.

    Por que é válido

    A equação é a redução das fontes para \(m\) positivo; o acoplamento de Ricci permanece em fundo curvo.

saídaaprovada
\[(\Box+m^2)A_\mu+R_\mu{}^\lambda A_\lambda=0\]

A equação de onda covariante de Proca para \(m\) positivo mantém o acoplamento do potencial com o tensor de Ricci.

Regra ou lema

  • Substituição de uma consequência da própria equação de campo, válida para \(m>0\).

Hipóteses

  • \(m>0\); o caso \(m=0\) permanece fora desta divisão.
Termos cancelados

\(-\nabla_\mu(\nabla_\lambda A^\lambda)\)A restrição covariante de Proca torna o escalar entre parênteses identicamente nulo.

Checkpoint: consigo justificar este passo?

Em Minkowski \(Rμν=0\) e a equação reduz-se a quatro equações de Klein–Gordon ligadas pela transversalidade.

Fontes deste passo

Resultado da trilha

A equação de onda covariante de Proca para \(m\) positivo mantém o acoplamento do potencial com o tensor de Ricci.

\[(\Box+m^2)A_\mu+R_\mu{}^\lambda A_\lambda=0\]